Como conseguir uma namorada quando seu 12

Como ajudar um colega a se livrar do seu vício?

2020.10.08 14:59 Creids258 Como ajudar um colega a se livrar do seu vício?

Bom dia! Gostaria de algumas dicas para ajudar um colega meu a se livrar do seu vício em maconha, ele fuma desde os 12 anos, usa lança- perfume, fuma cigarro, bala e bebe. Não conhecia bem esse mundo até entrar na faculdade, nunca procurei para ver como é uma maconha ou como bolar um baseado. Mas ele precisa de ajuda, nesse ano ele teve um problema com o pai dele e saiu para morar em outra casa aqui na cidade, ele tem uns amigos e uma namorada que também adoram usar essas coisas, os dois trabalham no Fórum aqui da nossa cidade, estamos no curso de Direito. A namorada dele inclusive trabalha na mesma vara que eu, ela trabalha no gabinete ao lado do juiz, faz audiência entre outras coisas, os dois estão morando juntos nessa casa e ver o jeito que ele está se destruindo é muito triste, ele usa essas coisas em eventos que ele vai com seus amigos. Tem umas festas que eles frequentam chamada Trip Sound, Circus e tem outras que não lembro o nome, ele inclusive usa o seu Instagram para mostrar que usa essas coisas e também vende para conseguir lucrar um pouco. Eu e meus colegas da faculdade já tentamos conversar com ele, mas ele não muda, ele fala no Twitter que foi atrás de melhoras, procurou uma psicóloga, mas depois não voltou mais lá. Eu entendo que ele tem uma vida meio conturbada os pais são separados, o pai mora aqui na minha cidade e a mãe mora na cidade onde ele nasceu, um dos problemas que fez ele sair da casa do pai dele é que o pai descobriu que ele fuma e além disso o pai dele bebe muito e isso deixa ele triste, já conversei com ele várias vezes mas ele não para, não muda e isso está destruindo ele, ao meu ver ele já era meio doidinho quando conheci ele, mas agora ele só está ficando mais lesado, já pesquisei e conversei com meu psiquiatra sobre os efeitos da maconha no nosso cérebro e elas não são boas. Se alguém tiver algum conselho para me dar ou um modo para ajuda- ló eu seria grato.
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2020.10.04 02:59 heartless2000 Eu deveria terminar meu namoro?

a historia é longa mas vou tentar resumir:
Estou em um relacionamento a tres anos onde sempre deu tudo certo. Em maio desse ano eu acabei entrando no facebook do meu namorado e baixei uma conversa que ele tinha com uma menina chamada "Mariana". Eles conversavam no facebook de 2011 ate 2015 e tiveram um relacionamento mais serio em 2015. Apesar de isso tudo ter ocorrido muito antes da gente se conhecer(nos conhecemos em 2017) eu fiquei com uma pulga atras da orelha por dois motivos: 1 - ela é muuuito bonita e 2 - ele sempre deixou claro pra mim que eu fui a primeira namorada dele. Na conversa do facebook ficava nítido o quanto ele gostava dela e como ele ficou triste quando ela n quis levar o relacionamento pra frente pelo motivo de "ainda sou muito nova e quero aproveitar mais". Pouco tempo depois disso ele até tentou se matar mas n sei se tem algo a ver com essa menina.
Até ai vc deve estar me achando maluca e possessiva ne? Afinal, tudo isso aconteceu antes de nos conhecermos e eu nem deveria mexer nas coisas dos passado. O ponto é que fiquei com aquilo na cabeca e fui perguntar a ele sobre ela. Perguntei se durante o nosso namoro ele havia tido algum contato com ela e ele negou. Perguntei mil vezes e ele negou.
A questão é que fiquei desconfiada e acabei fazendo algo que nao me orgulho: peguei o celular dele enquanto ele dormia e fui atras de mensagens com ela no whatsapp. O fato é que ele havia mentido pra mim: eles conversavam sim durante nosso namoro e isso me deixou muito mal. Exportei toda a conversa(QUE ESTA ALI NO FINAL, SE VC QUISER LER) e no outro dia perguntei pra ele novamente se ele falava com ela. Implorei na verdade e ele continuava mentindo, dizendo que eu deveria acreditar nele. Ele so admitiu quando eu falei que havia acessado o celular dele.
Depois disso demos um tempo de 1 mes mas ele sempre insistiu pra continuarmos. Falava que aquelas conversas nao significavam nada e que ele somente respondia quando ela chamava ele. disse que gostava de ver ela sofrendo porque ela havia feito ele sofrer no passado.
Enfim, se vc leu ate aqui agradeço muito. Eu realmente n sei se devo continuar ou nao pois ele mentiu muito pra mim.

Por favor, me de a sua opinião.

Vcs confiariam novamente se estivessem no meu lugar?
Voce conversa com sua/seu ex? Se sim, por quê? é realmente sem sentimento nenhum?

---------------------------------CONVERSA QUE ELES TIVERAM NO WHATSAPP-------------------------
11/05/2020 13:22 - As mensagens e chamadas desta conversa estão protegidas com a criptografia de ponta a ponta. Toque para mais informações.
11/05/2020 13:22 - Mariana: E aí
11/05/2020 13:22 - Mariana: Como é que cê tá?
11/05/2020 13:37 - Joao: Heey, to bem você?
11/05/2020 13:38 - Mariana: Também
11/05/2020 13:38 - Mariana: Não estou bebada e tbm não acabei de levar um chifre
11/05/2020 13:38 - Mariana: hahahaha
11/05/2020 13:38 - Joao: Olha, isso é novidade hahah
11/05/2020 13:38 - Joao: Estranhei pelo horário, estar bebada agora seria meio estranho
11/05/2020 13:39 - Mariana: hahahahah
11/05/2020 13:39 - Mariana: To trabalhando
11/05/2020 13:39 - Mariana: e ontem lembrei de você
11/05/2020 13:39 - Mariana: e aí vim especular sua vida
11/05/2020 13:39 - Mariana: Na realidade, eu queria te perguntar uma coisa
11/05/2020 13:39 - Mariana: É pessoal, mas acho ok
11/05/2020 13:40 - Joao: Certo, o que é?
11/05/2020 13:44 - Mariana: Naquela época que tínhamos uma relação, você havia comentado que sofria de um transtorno de agressividade
11/05/2020 13:44 - Mariana: Lembra?
11/05/2020 13:44 - Mariana: Inclusive, pouco tempo depois tu ficou internado
11/05/2020 13:45 - Joao: Não, não era transtorno de agressividade, era boderline
11/05/2020 13:45 - Joao: Pq?
11/05/2020 13:47 - Mariana: O que é isso?
11/05/2020 13:47 - Mariana: Cara, pq eu precisava de certos acompanhamentos
11/05/2020 13:48 - Mariana: Eu sei que sou uma pessoa extremamente ansiosa, mas em alguns momentos de irritação - ainda que por motivos bem pequenos - eu tenho uma reação desproporcional
11/05/2020 13:48 - Mariana: E me sinto muito violenta
11/05/2020 13:48 - Mariana: Claro, não chego a fazer nada
11/05/2020 13:48 - Mariana: Mas a vontade é imensaa
11/05/2020 13:49 - Joao: Então, Boderline é um transtorno de personalidade, é um agregado de coisas
11/05/2020 13:50 - Joao: Para o diagnóstico do transtorno de personalidade limítrofe, os pacientes devem ter

Instabilidade persistente nos relacionamentos, na autoimagem e nas emoções (desequilíbrio emocional), bem como acentuada impulsividade.
Esse padrão é caracterizado por ≥ 5 dos seguintes:

Esforços desesperados para evitar o abandono (real ou imaginado)
Relacionamentos intensos e instáveis que se alternam entre idealização e desvalorização da outra pessoa
Autoimagem ou senso do eu instável
Impulsividade em ≥ 2 áreas que pode prejudicá-los (p. ex., sexo inseguro, compulsão alimentar, dirigir de forma imprudente)
Comportamentos, gestos ou ameaças repetidos de suicídio ou automutilação
Mudanças rápidas no humor, normalmente durando apenas algumas horas e raramente mais do que alguns dias
Sentimentos persistentes de vazio
Raiva inadequadamente intensa ou problemas para controlar a raiva
Pensamentos paranoicos temporários ou sintomas dissociativos graves desencadeados por estresse
11/05/2020 13:55 - Mariana: Hmm
11/05/2020 13:55 - Mariana: Poxa, isso tem martelado na minha cabeça
11/05/2020 13:56 - Mariana: Eu preciso ter mais calma, ou uma hora vou fazer algo que eu possa me arrepender
11/05/2020 13:56 - Joao: Mas tipo, isso é uma coisa, o certo é procurar acompanhamento para te diagnosticarem do jeito certo
11/05/2020 13:56 - Mariana: Não sei explicar, só sei que é algo muito forte e que vem de dentro!
11/05/2020 13:56 - Mariana: Aquele raiva!
11/05/2020 13:56 - Mariana: E depois eu penso, e vejo que é desproporcional sabe
11/05/2020 13:57 - Mariana: É, eu tenho que voltar a fazer acompanhamento
11/05/2020 13:57 - Mariana: Eu tinha achado umaclinica pelo meu plano
11/05/2020 13:57 - Mariana: Só que aí começou a Pandemia, e eu deixei de lado
11/05/2020 13:58 - Mariana: E como até hoje tive apenas 03 crises bem fortes
11/05/2020 13:58 - Mariana: Essas de ansiedade ou pânico, eu acabo deixando sabe
11/05/2020 14:00 - Joao: Entendo, as vezes eu tenho certas crises também, eu voltei pra tratamento agora depois de um bom tempo tentando marcar horário
11/05/2020 14:00 - Joao: Mas não estou mais tomando nada
11/05/2020 14:00 - Joao: Talvez tenha que voltar
11/05/2020 14:01 - Mariana: Que ótimo!
11/05/2020 14:01 - Mariana: Tomara que não precise voltar para o tratamento medicamentoso, mas se precisar, também não é o fim do mundo né
11/05/2020 14:02 - Mariana: Infelizmente esses problemas psicológicos tem se tornado cada vez mais comum
11/05/2020 14:15 - Joao: Pois é, também espero que não, sempre me senti estranho tomando. Não parecia ser eu, além disso tinham efeitos colaterais bem chatos
11/05/2020 14:17 - Mariana: Faz parte...
11/05/2020 14:17 - Mariana: Na minha volta bastante gente precisa se submeter e tais tratamentos
11/05/2020 14:18 - Mariana: Mas enfim! Como está a vida? Está aqui em SJP? Aulas suspensas?
11/05/2020 14:23 - Joao: Restrita, apesar de eu não ter parado de trabalhar
11/05/2020 14:24 - Joao: Estavamos imprimindo máscaras para o pessoal da saúde de Joinville e Curitiba
11/05/2020 14:24 - Joao: Mas as aulas pararam, só estou tendo EAD por enquanto, e por ai?
11/05/2020 14:27 - Mariana: EAD também!
11/05/2020 14:27 - Mariana: Escritório voltou semana passada
11/05/2020 14:27 - Mariana: Mas antes disso estávamos trabalhando em casa
11/05/2020 14:29 - Joao: Foda, aqui não tem previsão das aulas voltarem
11/05/2020 14:31 - Mariana: É, aqui disseram que retornaria em agosto
11/05/2020 14:31 - Mariana: Mas não sei em...
11/05/2020 14:31 - Mariana: Que situação, né?
11/05/2020 14:32 - Joao: Pois é, era pra estar mais controlado, mas o presidente não ajuda muito kk
11/05/2020 14:33 - Mariana: Não ajuda em nada! Estou preocupada com o que pode acontecer ainda
11/05/2020 14:34 - Mariana: Se passarmos por mais um impeachment é de se discutir a própria democracia né
11/05/2020 14:34 - Mariana: Pois ao que parece não está funcionando para eleger representantes
11/05/2020 14:34 - Joao: Sim, essa instabilidade total piora situações como ansiedade
11/05/2020 14:35 - Joao: Se passarmos por mais um nossa economia vai demorar mais de uma década pra ser recuperar, ninguém investe em um país que troca de presidente como troca de camiseta
11/05/2020 14:36 - Mariana: Com certeza...
11/05/2020 14:37 - Mariana: Poisé, mas tudo caminha para isso né
11/05/2020 14:38 - Mariana: Até pq inquerito já foi instaurado
11/05/2020 14:38 - Mariana: O cara também é bem burro né, não dá uma dentro!
11/05/2020 14:39 - Mariana: As vezes me arrependo de ter feito direito, sabia?
11/05/2020 14:39 - Mariana: Com outra profissão eu teria chance de tentar a vida em outro país
11/05/2020 14:40 - Joao: Eu to pensando, quando me formar acho que vou pro Canadá
11/05/2020 14:40 - Joao: Sim, todo dia uma atrás da outra
11/05/2020 14:41 - Mariana: Eu iria
11/05/2020 14:41 - Joao: Uma amiga conseguiu validar o diploma dela de engenharia quimica
11/05/2020 14:41 - Mariana: Eu não gosto que falem mal do país, sei que em todos os lugares existem problemas - culturais, políticos..
11/05/2020 14:41 - Joao: Creio que engenharia mecanica de boa também
11/05/2020 14:41 - Mariana: Mas porra, virou bagunça!
11/05/2020 14:41 - Mariana: Virou putaria bater panela
11/05/2020 14:42 - Mariana: Ué? não era de avião?
11/05/2020 14:42 - Joao: Então hahaha
11/05/2020 14:42 - Mariana: kkkkkkkkk
11/05/2020 14:42 - Mariana: Indeciso em!!???
11/05/2020 14:42 - Joao: Mudei da UFSC pro IFSC, pra conseguir trabalhar de dia
11/05/2020 14:42 - Joao: Na UFSC não tinha como trabalhar e estudar
11/05/2020 14:43 - Joao: Ai mudei pra engenharia mecânica no IFSC a noite, aqui em Joinville também
11/05/2020 14:43 - Joao: Mas não perdi quase nada, matei várias matérias
11/05/2020 14:43 - Mariana: Já pensou as suas entrevistas de emprego?
11/05/2020 14:43 - Mariana: Hahahahah
11/05/2020 14:43 - Mariana: Ah, comecei com o curso x, depois migrei para y, depois z, depois x novamente
11/05/2020 14:44 - Joao: A eu nem falo nada hahaha
11/05/2020 14:44 - Mariana: Hahahahahha
11/05/2020 14:44 - Mariana: E tu se forma quando?
11/05/2020 14:44 - Joao: Antes do COVID era pra ser uns 2 anos haha
11/05/2020 14:44 - Joao: agora já não sei mais
11/05/2020 14:44 - Joao: e vc?
11/05/2020 14:44 - Mariana: Último ano
11/05/2020 14:45 - Mariana: Ano que vem já sou bacharel ahahha
11/05/2020 14:45 - Mariana: Bacherel é quando se forma, né?
11/05/2020 14:45 - Mariana: E sou 1/2 advogada
11/05/2020 14:45 - Mariana: Falta a segunda fase, sabe lá Deus quando será!
11/05/2020 14:46 - Joao: Da OAB?
11/05/2020 14:46 - Mariana: Eu sou indecisa para a vida, relacionamentos e compras
11/05/2020 14:46 - Mariana: Para o curso tem se mantido ahahha
11/05/2020 14:46 - Mariana: Uhum
11/05/2020 14:47 - Joao: Então, na real eu ia manter, mas com a situação financeiro dos meus pais complicou eu resolvi tomar as rédias. Meus pais já estão cansados, não quero que fiquem me bancando kk
11/05/2020 14:48 - Joao: Que massa!
11/05/2020 14:48 - Mariana: É, eu imagino! É bom você trabalhar, já vai entrando no meio né.
11/05/2020 14:48 - Joao: Parabéns, a segunda fase tu vai tirar de letra tbm
11/05/2020 14:48 - Mariana: Cara, eu tinha tantas expectativas para esse ano, mas o COVID atrapalhou muito
11/05/2020 14:48 - Mariana: Por isso ando desanimada, sabe?
11/05/2020 14:48 - Joao: Nem me fale... kkk
11/05/2020 14:48 - Mariana: Deus lhe ouça
11/05/2020 14:49 - Mariana: Eu consegui monitoria com a professora que eu mais admiro
11/05/2020 14:49 - Mariana: E ela desenvolve várias pesquisas, já conhece professores de federal e tal
11/05/2020 14:49 - Mariana: Esta fazendo doutorado
11/05/2020 14:49 - Mariana: E eu quero muito fazer mestrado
11/05/2020 14:49 - Mariana: Mas uma pós na federal já vale
11/05/2020 14:49 - Mariana: Então, queria ficar ali no meio né
11/05/2020 14:50 - Mariana: Até uma aula eu dei, sabia? ahhaha
11/05/2020 14:50 - Mariana: SOZINHA
11/05/2020 14:50 - Mariana: Tinha tudo para ser um bom semestre, nesse sentido
11/05/2020 14:50 - Mariana: Mas.....
11/05/2020 15:25 - Joao: Que isso, ai sim em!
11/05/2020 15:25 - Joao: Ta mandando muito
11/05/2020 15:26 - Joao: Também penso em fazer mestrado, mas as vezes desanimo kk
11/05/2020 15:29 - Mariana: Pq desanimo?
11/05/2020 15:29 - Mariana: Eu preciso aprender uma outra língua
11/05/2020 15:30 - Mariana: Só sei português e merda
11/05/2020 15:30 - Mariana: hahahah
11/05/2020 15:33 - Mariana: Eu gostaria de lecionar, acho muito legal!
11/05/2020 15:33 - Mariana: E na advocacia passa mais credibilidade
11/05/2020 15:33 - Mariana: Só que meu sonho não é advogar
11/05/2020 15:35 - Joao: Ah sei lá, as vezes cansa essa rotina só de estudos
11/05/2020 15:36 - Joao: Eu manjava um pouco de inglês mas tive que aprender mais ainda na marra
11/05/2020 15:36 - Joao: As materias especificas o conteudo que presta é praticamente em inglês kk
11/05/2020 15:36 - Joao: Quer ir pra concurso?
11/05/2020 15:44 - Mariana: É, cansa! Eu imagino...
11/05/2020 15:44 - Mariana: Yes! Queria magistratura e atuar em vara cível
11/05/2020 15:44 - Mariana: Queria não, eu quero
11/05/2020 15:44 - Mariana: Mas não sei se tenho perfil de concurseira
11/05/2020 15:45 - Joao: Ninguém tem até tentar 🙃
11/05/2020 15:46 - Joao: Se tu tirando a OAB de letra tem que tentar sim
11/05/2020 15:46 - Mariana: Ah, vou tentar até meus 35 anos
11/05/2020 15:46 - Mariana: Aí prorrogo até 40
11/05/2020 15:46 - Mariana: Vai que
11/05/2020 15:46 - Mariana: hahaha
11/05/2020 15:47 - Mariana: Demora para sair, ainda mais eu que só vou tentar no sul
11/05/2020 15:53 - Joao: Vai dar boa, tu tem que advogar 3 anos pra poder concursar né?
11/05/2020 15:53 - Joao: Na magistratura
11/05/2020 15:53 - Mariana: Isso! Nesse período eu tento pós e mestrado
11/05/2020 15:54 - Mariana: Até pq conta como título
11/05/2020 15:54 - Mariana: Então, nada é perdido
11/05/2020 15:59 - Joao: Verdade, não tem nada a perder, só a ganhar tentando
11/05/2020 16:00 - Mariana: Uhum
11/05/2020 16:00 - Mariana: E o relacionamento?
11/05/2020 16:00 - Mariana: Firme e forte?
11/05/2020 16:00 - Joao: Então, ela ta aqui em Joinville comigo, ta sem aulas e o Banco afastou os estagiarios
11/05/2020 16:01 - Joao: Ai ela ta "morando" comigo faz uns dois meses
11/05/2020 16:01 - Joao: Amanhã a gente faz 3 anos
11/05/2020 16:01 - Joao: E o seu?
11/05/2020 16:02 - Mariana: Caralho, o tempo voa em
11/05/2020 16:02 - Mariana: Ah, o meu as vezes anda e as vezes desanda
11/05/2020 16:02 - Mariana: Ora quero casar e ter filhos, ora quero chutar o balde e ser solteira o resto da vida
11/05/2020 16:03 - Mariana: hahahahaha jeito Mariana de ser
11/05/2020 16:03 - Mariana: Bem decidida, sabe?
11/05/2020 16:03 - Joao: Sei bem haha
11/05/2020 16:03 - Joao: Filhos é uma parada que nem cogitamos haha
11/05/2020 16:04 - Mariana: É que eu quase tive né
11/05/2020 16:04 - Mariana: Dai as vezes da vontade hahaha
11/05/2020 16:04 - Mariana: Mas passa bem rapidamente
11/05/2020 16:04 - Mariana: Qd eu vejo que n
11/05/2020 16:04 - Mariana: não tenho paciência nem com a minha cachorra
11/05/2020 16:05 - Joao: kkkkkkkkkkkk
11/05/2020 16:06 - Joao: É, complicado haha
11/05/2020 16:06 - Joao: Como vão seus pais?
11/05/2020 16:06 - Mariana: A mãe esta em casa
11/05/2020 16:06 - Mariana: Foi suspendido o contrato
11/05/2020 16:06 - Mariana: O pai começou as férias hoje
11/05/2020 16:06 - Mariana: Por enquanto esta ok
11/05/2020 16:06 - Mariana: Ninguem demitido
11/05/2020 16:06 - Mariana: E os seus?
11/05/2020 16:07 - Joao: Suspenderam a licitação da obra que meu pai estava indo em Maceio
11/05/2020 16:07 - Joao: E agora os dois estão em casa kk
11/05/2020 16:09 - Mariana: Af, é foda para eles né
11/05/2020 16:09 - Mariana: Sua mãe chegou a inciar o restaurante no caminho do vinho?
11/05/2020 16:09 - Joao: Não, deu uma parada, ela andava meio mal
11/05/2020 16:09 - Joao: Agora segurou por conta do covid
11/05/2020 16:09 - Mariana: Depressão?
11/05/2020 16:10 - Joao: Uhum
11/05/2020 16:12 - Mariana: Eita, e ficar parado em casa só piora, né?
11/05/2020 16:15 - Joao: Uhum, ela ta tentando estudar outras coisas devagarzinho
11/05/2020 16:18 - Mariana: A mãe eu plantei ideia de fazer empedão para vender
11/05/2020 16:18 - Mariana: Pelo menos ela ocupa a cabeça
11/05/2020 16:18 - Mariana: E ainda lucra um pouco
11/05/2020 16:18 - Mariana: E eu ainda como toda semana hahahaha
11/05/2020 16:19 - Joao: hahahah
11/05/2020 16:19 - Joao: stonks
11/05/2020 16:19 - Mariana: o que é isso?
11/05/2020 16:28 - Joao: É um meme haha
11/05/2020 16:30 - Joao: É tipo quando você mostra solução pra algo de uma maneira diferente inédita
11/05/2020 16:30 - Joao: Meio difícil de explicar hahaha
11/05/2020 16:32 - Mariana: Hmmm
11/05/2020 16:32 - Mariana: Entendi 🤔
11/05/2020 16:41 - Joao: E suas irmãs, como estão?
11/05/2020 16:44 - Mariana: Ah nega continua na loja
11/05/2020 16:44 - Mariana: a*
11/05/2020 16:44 - Mariana: Passou na primeira fase junto comigo
11/05/2020 16:44 - Mariana: Diz que vai tirar a OAB
11/05/2020 16:46 - Joao: Mas ela ja se formou né?
11/05/2020 16:47 - Mariana: Aham, ano passado
11/05/2020 16:47 - Mariana: Não sei o que ela vai fazer da vida
11/05/2020 16:48 - Mariana: Diz que quer ser delegada
11/05/2020 16:48 - Mariana: Mas não estuda
11/05/2020 16:48 - Mariana: A Daiana ainda mora em SP e esta casada, a um tempinho já
11/05/2020 16:48 - Mariana: A Luana continua bem e está no segundo ano de BJ (mesmo ano em que a gente ficava)
11/05/2020 16:48 - Mariana: O tempo voa, né?
11/05/2020 17:15 - Joao: Nossa, já??
11/05/2020 17:15 - Joao: Sim, muito haha
11/05/2020 17:15 - Mariana: Poisé
11/05/2020 17:15 - Mariana: Eu ainda não me toquei ahahaha
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2020.09.15 02:01 carretinha Sozinho, morando no meio do mato

Eu e minha namorada recentemente nos mudamos para uma casa dos pais dela, no interior de Minas. A casa fica numa alameda, pouco distante da MG que corta a cidade, contudo toda casa nessa área precisa ter uma parte do terreno voltada a preservação e nem todos os lotes possuem casas. Orientando-se pela entrada, a esquerda vc tem uma estradinha de terra, onde atravessando, se encontra um lote vazio e uma pousada (sem nenhum movimento por conta da COVID). Ao lado direito e na frente da casa, atravessando a alameda, tem lotes vazios. E a casa mais próxima é uma bem chique, mas que está sempre vazia, que fica à alguns metros descendo a alameda, do outro lado da rua. E devido à área de preservação esses lotes vazios são basicamente locais onde cresce a vegetação nativa, que é um tipo diferente de Cerrado, com árvores altas e próximas, de modo que elas fazem sombra em todo terreno que elas ocupam. Ou seja, por conta da quantidade de lote vago, eu moro basicamente no meio da floresta.
Antes da mudança nós morávamos no mesmo bairro, na capital. E depois de mudar a gente tava se virando legal, mesmo com alguns muitos problemas que eu sofri no mês de agosto, (morte de pessoas importantes (sim, no plural), peguei por COVID e tive que ficar isolado dentro de casa, uma amiga acabar indo parar no hospital psiquiátrico, problemas em conseguir organizar a casa, cozinhar, produzir uma monografia, etc).
Contudo essa semana ela teve que ir fazer uns exames em BH e eu tive que ficar aqui pra aguar a horta e cuidar dos cachorros. Só que morar sozinho, no meio do mato é algo que faz muito bem pra imaginação e um bem ainda maior pros pesadelos, não só pelas aranhas enormes e insetos estranhos que vivem entrando na casa.
Vejam bem, desde criança eu sempre tive uma imaginação muuuuito boa, que é excelente pra escrever contos, inventar histórias, poeminhas, musiquinhas etc (coisas que eu vivo fazendo), mas é absolutamente terrível quando você está a noite sozinho e vem aqueles clássicos pensamentos:
E se uma sombra escura aparecer no meio do corredor agora e te perseguir
E desde criança eu tenho a certeza absoluta que se eu me deixar levar o suficiente pela imaginação eu vou começar a ver essas coisas de verdade. Inclusive esse medo foi o que me fez dormir com minha mãe até os 12 anos.
Hoje eu sou adulto e os caralho, então eu dou conta de dormir sozinho, já não é todo dia que esse tipo de coisa vem a mente, mas a minha imaginação em momento algum ficou menos fértil, na verdade quando se trata disso é exatamente o contrário.
Enquanto os terrores que eu imaginava que iam aparecer quando criança eram meio bobos, os de hoje dariam um bom filme de terror se eu conseguisse extrair as imagens da minha cabeça. E estar sozinho no meio do mato não ajuda em nada. Na cidade por todo lado tem luzes, barulho, várias coisas que te distraem e mostram que você está seguro do sobrenatural, afinal existem poucas histórias de monstros que surgem do Wifi.
Mas no meio do mato, com uma rua mal iluminada, há espaço para todo tipo de coisa, bruxas (que parece bobo até vc ver A Bruxa, a Bruxa de Blair, Marianne [na Netflix], ser um antropólogo que teve aulas sobre bruxaria, ler o Martelo das Feiticeiras, jogar e ler os livros de The Witcher, ter amigas Wiccan que se declaram bruxas, etc. Isso tudo faz vc levar bruxaria beeeeem a sério.) espiando a casa, sombras e criaturas melequentas andando pela rua e pulando o portão, criaturas meio humano meio animais correndo na rua.
Sair a noite no quintal escuro, tentar andar só com a luz da lua, enquanto você vê os cachorros correndo, ou andando de um lado pro outro, desperta os mais primitivos dos medos. E como eu disse eu tenho a certeza que se eu focar a visão, prestar atenção e imaginar aquilo eu sou capaz de ver, o que é bastante aterrorizante. Nisso o seu medo te pega e você realmente começa a ver e ouvir coisas, nada fora do normal, só seu cérebro assustado identificando padrão em coisas aleatórias.
Várias vezes quando a gente deixa roupa na sala ou em algum lugar a gente levava susto, porque passava descendo a escada e via rostos no escuro. Na sala tem uma janela de frente pra um trem de vidro (um painel de vidro que toma a maior parte da parede e te deixa ver lá fora) e o reflexo de um vive batendo no outro fazendo você ver vultos. Bichinhos de luz e insetinhos existem aos montes pra encostar em você quando cê vai pegar água de madrugada, etc.
Antes de escrever esse post eu já tava imaginando umas coisa errada e tive que ir lá fora desligar o registro, quando eu saí os cachorros tavam agindo estranho e um deles parou na minha frente, tapando o corredor e começou a fazer um barulho com a boca, que por um segundo meu cérebro interpretou como um cochicho, dando um arrepio na espinha desceu até o cu. Mas era só um barulho que ele faz sempre, eu pedi pra ele afastar e fui lá desligar o resgistro sentindo aquelas bolinhas de arrepio no braço.
Enfim, é esse o desabafo, se você tem medo do sobrenatural, quer se sentir vivo, ou se livrar de uma eventual prisão de ventre, recomendo demais a experiência, porque o cagaço é real.
Abraços.
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2020.04.15 23:18 Cypher_Hasher Triskelions?

[5:03 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: faria sentido cogitar uma bipolaridade sexual o.o?
[5:08 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Não entendo o suficiente para fazer essa análise, mas não me parecem sistemas comparáveis
[5:09 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: A bipolaridade diz respeito à incapacidade fisioquímica de sustentar o estado de espírito, a sexualidade corresponde à anatomia das estruturas psicológicas.

Um é o projeto do reator, formato e tipo, o outro é simplesmente se as válvulas são bem apertadas, se ele é bem regulado.
[5:10 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Tanto que bipolaridade é interferível com drogas e no futuro ainda mais, com tratamentos bem mais invasivos, tipo autômatos de escala nanítica. Sexualidade não.
[5:11 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Pra você estar gay e depois estar hétero precisaria de uma plasticidade cerebral enorme
[5:12 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: O que eu chutaria é que a estrutura do desejo e a estrutura do gênero são peças montadas com o Lego do cérebro - em larga parte elas são afetadas e direcionadas pela evolução humana - o que as molda e amadurece durante o crescimento.
[5:13 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Na minha hipótese, o desejo e o gênero que 'parecem' flexíveis a olho nu, são na verdade uma estrutura instruída ou montada de forma a "transpassar" estruturas mais comuns...
[5:15 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Extrapolando esse chute, em qualquer forma de sexualidade, o gênero como a raiz da sexualidade, as formas de desejo como o tronco do comportamento sexual, também são grossos e difíceis de alterar.
[5:15 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Eles só possuem forma diversa
[5:15 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Com vias de seiva para mais lados do que os gêneros menos 'aparentemente flexíveis'
[5:16 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: saquei
é

faz sentido
[5:16 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Mas estou pensando isso aqui agora, altamente ad hoc
[5:16 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: dá uma conversa boa isso aí
[5:18 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas faz sentido mesmo

tipo

tava viajando
pq rolaram umas coisas loucas aqui em casa
e eu estava refletindo sobre a flutuação do meu desejo
tem épocas que fluo sem problema algum com a Berenice
e tem épocas que me fecho apenas em masturbação pensando em cenas homoafetivas....
[5:19 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Hehehehe
[5:19 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Mas tem muito ruído aí na cena
[5:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Quando a Berenice toma decisões que você considera não inteligentes ela com certeza fica menos sexy - comportamento normal, inteligência é algo sexy porque favorece a reprodução e sobrevivência dos gens, coisa que estamos altamente adaptados a selecionar.

Se você invés disso tem tesão em pessoas dependentes, então ela fica menos sexy quando toma decisões que lhe dão autonomia na vida.
[5:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Não sei a quantidade de conhecimento real e teórico você precisaria ter para cotar os ruídos da vida cotidiana, é por isso que a ciência exige certo distanciamento.
[5:23 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: o.o
[5:23 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: heheheh
[5:23 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: isso foi um tipo de ruído que eu pensei, imagina quantos você consegue pensar
[5:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: é, eu sei q sou uma salada de demissexualismo com sapiossexualismo
mas não tinha pensado dessa perspectiva
[5:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: saber que eu sou pode ser mto forte falar XDDDDD
[5:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas é o q parece
[5:24 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hahaha
[5:24 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Pois é sapiossexualismo é tesão na inteligência né?
[5:25 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e como tendo a me sentir intimidado sempre que sinto q algo é esperado de mim, tendo a me sentir bem intimidado por mulheres, com raras exceções em cenários específicos
[5:25 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: sim
[5:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Eu tinha trazido esse termo pra uma conversa um tempo atrás, aí abriram minha cabeça para esse ponto de que tudo (boa parte) do que achamos sexy é na verdade uma manifestação da inteligência.
[5:27 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Interessante isso. Eu me sinto intimidado (não é bem isso, tem outro termo mas não sei qual é ao certo) por algumas raras mulheres. Não sei se é um mecanismo de defesa. Mas essa intimidação afeta a sua vida com a Berenice?
[5:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: ás vezes sim
[5:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: olha só
[5:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: outra coisa interessante

já entendi que é bem frequente eu me sentir menos q ela
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e é daí q surge minha intimidação
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq eu não relaxo
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: parece q fico em um fight or flight etenro até que acabe
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: eterno*
[5:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas aí noto, a partir disso, que sinto isso com mtas outras coisas na vida
[5:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e por isso gosto de me sentir "outsider"
me dá coesão o suficiente para existir com o grau de deslocamento que eu reconheço que me aplico
[5:31 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Você está dizendo que sua tara na atmosfera outsider é desculpinha pra não lidar com demônios internos?
[5:32 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Uma vaidade pra esconder verdades?
[5:32 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Um escudo contra o desalinhamento?
[5:33 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: Não
acho que é o caminho para eu não sentir que estou deixando de ser eu em meio a essa merda toda ._.
[5:34 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: autotraição
[5:34 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: quem nunca
[5:35 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: desenvolva o.o
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: A autotraição é igual a uma mulher simpática e linda
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Seduz a gente fingindo de inofensiva
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Mas não irá tolerar nossas fraquezas
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Altamente carismática em público
[5:36 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: mas aí de você broxar entre quatro paredes
[5:36 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: achei uma cara mais apropriada
[5:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Se você está se acusando de estar fingindo pra si próprio que não está sendo outra pessoa por motivos externos a si mesmo, isso é traição
[5:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: é amar o outro mais que a si próprio
[5:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: acho interessante ela conseguir te intimidar no estado em que se encontra
[5:42 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas aí é q tá
eu estava sendo isso
eu estava me traíndo xD
a "tara" outsider me deu forças pra me expressar de novo
de me amar esquisito
de começar a conseguir ignorar o status quo
[5:43 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: hahah
[5:43 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas
[5:44 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: aí q eu te/me perguntou
estou defendendo demais?
[5:44 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Não consigo saber, mas com certeza ou eu intepretei isso errado ou você precisa colocar isso com mais clareza para si próprio
[5:45 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Qual o status quo que você está tentando ignorar?
[5:45 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Lembre-se que as pessoas são péssimas em dar conselhos - elas usam as palavras erradas como 'não se esqueça' invés de 'lembre-se disso'
[5:46 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Quando elas falam para ignorar o que os outros pensam, é um conselho inútil, não porque está errado, mas porque instrui errado.
[5:46 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: esse em q eu me sinto cobrado de todos os lados, mesmo sem cobrança nenhuma o.o
[5:47 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Você só ignora aquilo que não te diz respeito nem um pouco, aquilo que merece 0 atenção, que está superado ou que não possui nexo com sua existência.

Se um status quo te fere você jamais conseguirá ignorá-lo.

Você vai ter que destruí-lo.
[5:48 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: E destruir internalizações anti-idiossincráticas é ir fundo nos monstros da alma e assassinar um a um longa e duradouramente com muita discussão interna, argumentação e os subsequentes rompimentos e queimas de pontes na vida interpessoal
[5:49 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: gsus
isso vai dar trabalho então
[5:49 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq de fato
acho q ainda não coloquei claro para eu mesmo
[5:49 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Sim
[5:49 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: é labuta da mais árdua que existe a da alma
[5:49 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Exemplo: a pessoa só para de sofrer com o que seu pai emite politicamente quando ela 'desiste' de seu pai, quando ela o mata, quando ela permite se decepcionar.
[5:50 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Você só se livra de aflições enormes com tristezas enormes que desamarrem os elos afetivos que alimentam-nas
[5:50 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Libertar-se é morrer os outros dentro de si.
[5:50 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Libertar-se é solidão sem fim.
[5:51 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: é mto bizarro ler isso e entender qu ejá matei minha mãe, mas não meu pai
[5:51 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: hah
é quase se tivéssemos, nesse nível idológico uma existência parecida com batman e coringa
[5:57 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: oh boy
too old to rock, too young to die feelings
[5:58 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: seria essa sensação a vaidade juvenil não satisfeita gritando dos portões do bestiário da alma?
[6:00 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: catchau
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hah... nice
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: eu tenho muitas dessas
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Morgana me devolvia todas
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Me fazia uma pessoa ainda pior tudo outra vez
[6:02 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://youtu.be/n3C04Ev1caQ ah thumbnail
[6:03 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Thumbnail está para o neon como o neon esteve para o outdoor
[6:03 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: total hah
[6:04 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: Morgana foi uma namorada?
[6:04 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Morgana foi minha quase morte
[6:04 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: eita o.o
[6:04 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: eeeeita
[6:09 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: o q não te mata te fortalece x.x(?)
[6:10 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hahahhahah
[6:10 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: O que não te mata te deixa aleijado.
[6:12 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Surgiu uma canção aqui que eu não tinha ouvido antes, que é a narrativa perfeita desse aleijamento

https://www.letras.mus.bunlike-pluto/now-i-dont-care/
[6:14 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: E estava de graça [download link: https://soundcloud.com/unlikepluto/nowidontcare]
[6:14 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: sempre contando com Unlike Pluto pra deixar suas músicas de graça
[6:16 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker:
Where did I see a sign?
Where do I need advice?
Hey, is this by design?
Hey, that's fine
Wait, are you kidding me?
All the falsehoods and misery
All the bullshit and memories
Killing me


Essa aqui senhor
é uma puta faca atômica capaz de cortar a realidade, de tão afiada q soa
[6:16 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hehehe bom artista
[6:20 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: . . . total

vlw por compartilhar
[6:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: ^^
[6:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://www.youtube.com/watch?v=by419Aul3Z8
[6:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: alguns ritmos soam como confissão
[6:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: pessoal do nightcore pega pesado
[6:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: procurando umas antigas aqui mas não estou achando as mais
[6:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: 'culpadas'
[6:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: hahah
vou guardar os links se vc achar, mas vou me poupar hoje
já torci facas o suficiente pra subir de novo pro terraço e chorar sob a luz de sírius
[6:28 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: vontade escrever uma percepção que tenho em forma de história
[6:30 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: pq não só gravar sua voz?
[6:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: há ciclos em ciclos na vida
a cada macro ciclo completo, os micro ciclos se repetem
a mistura perfeita de esperança e tédio, libertação e condenação

criar uma crônica de alguns textos que se chame triskelion
[6:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: fica aí o questionamento
[6:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq não xD
[6:31 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq não xD?**
[6:31 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: E vão rimar os versos?
[6:32 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: vou tentar pq acho do caralho a estética
mas se não sentir q vá dar conta (e não entenda isso como retroceder no primeiro obstáculo) não vou me privar de contar
[6:33 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: ah yes
[6:33 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: a dificuldade de versar
[6:33 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: não se prive, não se prive
[6:35 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: . . .
eis que lá vem o raio novamente
e já não quero deixar de tempestuar
quando digo que é um privilégio, meu amigo
é com a mais profunda leveza do amar

=]
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Puta que pariu, revive o poeta!
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://soundcloud.com/d3musmells-like-teen-spirit-demur-remix
E as vaidades juvenis o escutam
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Taí algo que eu não tinha pensado
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Posso morrer já
[6:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: escrevi há muitos anos minha masterpiece
[6:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: algo que jamais irei superar
[6:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://docs.google.com/---REDACTED---
[6:39 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Passou da hora de eu aceitar a quietude no meu coração
[6:40 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Já posso morfar-me em flor colhida
[6:40 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Flor que espera só murchar
[6:41 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: https://www.youtube.com/watch?v=VOeju9eMnuc
[6:46 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: qualquer coisa que eu disser pode vir a soar menos do que realmente eu gostaria de expressar
mantenho então, profundamente e com a mesma veêmencia

é um privilégio Hasher, do fundo de minha alma
[6:48 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e... sei lá
ciclos
[6:49 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: vou parar de falar
pq há uma solenidade aqui espessa como manteiga
e soa injusto cortar
[6:52 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hah! o privilégio é todo meu.
[6:52 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: vá escrevendo
[6:52 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: quero saber o triskelion
[6:54 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: =] é nosso então, pq sou teimoso

ow
[6:54 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: D
[6:55 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: é isso
3 ciclos que quando acabam reiniciam
a estética do triskelion é maravilhosa e marcou profundamente minha "quebra" inicial com status's quo's
[6:57 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: Há uma teoria kármica na visão wicca que estude na época que acreditava que a vida é uma espiral ascendente
e as situações no eixo Y se repetem, mas de forma mais "evoluída", quase como as fases pós bosses principais nos games do megaman
[6:59 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: me ocorreu uma ideia away do triskelion
[7:05 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas
vai da sua percepção sobre

vc me sugeriu e eu vou te sugerir de volta
já pensou em transformar um conto seu em audio?
[7:06 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Vamos fazer
[7:06 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: pode escolher qual
[7:09 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: sou apaixonado com aquele que me lembra o ---REDACTED---
submitted by Cypher_Hasher to u/Cypher_Hasher [link] [comments]


2019.12.16 22:00 eduruiz333 A máfia do trânsito em São Paulo

Há alguns dias testemunhei um caso onde apreenderam o carro da minha namorada, que estava indo trabalhar. Estava havendo uma blitz em um bairro da ZL de SP, e estavam apreendendo carros sob os mais ridículos dos pretextos como um retrovisor trincado, pneu careca ou descaradamente qualquer outro pretexto. Ok, havia sim alguma irregularidade com o carro dela, atraso de pagamento de alguma coisa, então tá, até aí seria justo levarem o carro dela. Porémmmmmm... justiça seja feita agora também com o relato que segue.
Uma vez apreendido, o carro foi levado para o pátio de Caieiras, um bairro em uma das extremidades mais longes da cidade de São Paulo. Motivo óbvio: quando seu carro é apreendido, além de você pagar o reboque do guincho, paga também a quilometragem que o guincho percorre com o seu carro até o pátio, ou seja, de Itaquera pra lá dá entre 52 a 62 km de distância, dependendo do percurso. Preciso explicar com frutas ou já ficou claro?
Depois de enfrentar a má vontade de funcionários despreparados e desinformados, uma pilha de burrocracias sobre documentos (que nem vou entrar em detalhes aqui) e alguns vai e vem da cidade ao pátio do Detran para conseguir pagar os absurdos, finalmente ao ir buscar o carro, adivinhem só?! Disseram que ela tinha que ir a pé lá onde o carro estava estacionado (no meio dos carros através de um caminho de barro) pois o motor não estava pegando. Ao chegar lá, disseram pra ela que talvez fosse a bateria que estava velha e tinha arriado (detalhe, o carro foi apreendido na sexta, 06/12/19 e na segunda ela já estava resolvendo tudo) - sugeriram que ela comprasse uma outra bateria que eles "por acaso" teriam ali pra vender, ou então que pagasse novamente o guincho para levar o carro até a cidade. Foi quando ela reparou que a alavanca que abre o capô do carro estava quebrada (sim, mexeram e quebraram). Só que a bateria havia sido trocada não faz muito tempo, e ela disse que estava com a nota de compra e que suspeitava que eles tinham mexido no carro dela. Então deram algumas desculpas esfarrapadas pediram ela voltar pro local de espera dizendo que iriam tentar resolver fazendo uma chupeta da bateria de outro carro. Tempo depois, o carro estava funcionando, levaram pra ela, e então pode sair de lá, sem saber se a bateria do carro é a que ela realmente comprou há pouco tempo.
Resumo: a polícia apreende seu carro sob um pretexto "X", pra você pagar o serviço de reboque + quilometragem percorrida do guincho pra cidade mais longe possível, onde no pátio alguém vai mexer no seu carro pra sabotar alguma coisa e tentar te obrigar a comprar algum produto ou serviço deles. É a máfia do trânsito literalmente ROUBANDO O CIDADÃO de bem, como sempre, principalmente em épocas como final de ano, quando querem garantir um gordo natal às custas de dinheiro desonesto arrancado da população.
Certamente não haverá noticiários sobre isso, nem investigações, apenas um monte de vítimas que pagaram o que nem poderiam gastar para ter de volta seu carro com peças roubadas ou adulteradas, abusiva cobrança de serviços de guincho e talvez, só talvez sabe, também caia um pouco de dinheiro no bolso dos envolvidos na blitz inicial.
#indignação #corrupção #abuso
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2019.12.16 16:31 eduruiz333 A máfia do trânsito em São Paulo, Brasil

Há alguns dias testemunhei um caso onde apreenderam o carro da minha namorada, que estava indo trabalhar. Estava havendo uma blitz em um bairro da ZL de SP, e estavam apreendendo carros sob os mais ridículos dos pretextos com um retrovisor trincado, pneu careca ou descaradamente qualquer outro pretexto. Ok, havia sim alguma irregularidade com o carro dela, atraso de pagamento de alguma coisa, então tá, até aí seria justo levarem o carro dela. Porémmmmmm...
Uma vez apreendido, o carro foi levado para o pátio de Caieiras, um bairro em uma das extremidades mais longes da cidade de São Paulo. Motivo óbvio: quando seu carro é apreendido, além de você pagar o reboque do guincho, paga também a quilometragem que o guincho percorre com o seu carro até o pátio, ou seja, de Itaquera pra lá dá entre 52 a 62 km de distância, dependendo do percurso. Preciso explicar com frutas ou já ficou claro?
Depois de enfrentar a má vontade de funcionários despreparados e desinformados, uma pilha de burrocracias sobre documentos (que nem vou entrar em detalhes aqui) e alguns vai e vem da cidade ao pátio do Detran para conseguir pagar os absurdos, finalmente ao ir buscar o carro, adivinhem só?! Disseram que ela tinha que ir a pé lá onde o carro estava estacionado (no meio de algum através de um caminho de barro) pois o motor não estava pegando. Ao chegar lá, disseram pra ela que talvez fosse a bateria que estava velha e tinha arriado (detalhe, o carro foi apreendido na sexta, 06/12/19 e na segunda ela já estava resolvendo tudo) - sugeriram que ela comprasse uma outra bateria que eles "por acaso" teriam ali pra vender, ou então que pagasse novamente o guincho para levar o carro até a cidade. Foi quando ela reparou que a alavanca que abre o capô do carro estava quebrada (sim, mexeram e quebraram). Só que a bateria havia sido trocada não faz muito tempo, e ela disse que estava com a nota de compra e que suspeitava que eles tinham mexido no carro dela. Então deram algumas desculpas esfarrapadas pediram ela voltar pro local de espera dizendo que iriam tentar resolver fazendo uma chupeta da bateria de outro carro. Tempo depois, o carro estava funcionando, levaram pra ela, e então pode sair de lá, sem saber se a bateria do carro é a que ela realmente comprou há pouco tempo.
Resumo: a polícia apreende seu carro sob um pretexto "X", pra você pagar o serviço de reboque + quilometragem percorrida do guincho pra cidade mais longe possível, onde no pátio alguém vai mexer no seu carro pra sabotar alguma coisa e tentar te obrigar a comprar algum produto ou serviço deles. É a máfia do trânsito LITERALMENTE ROUBANDO o cidadão de bem, como sempre, principalmente em épocas como final de ano, quando querem garantir um gordo natal às custas de dinheiro desonesto arrancado da população.
Certamente não haverá noticiários sobre isso, nem investigações, apenas um monte de vítimas que pagaram o que nem poderiam gastar para ter de volta seu carro com peças roubadas ou adulteradas, abusos cobrança de serviços de guincho e talvez, só talvez sabe, também caia um pouco de dinheiro no bolso dos envolvidos na blitz inicial.
#indignação #corrupção #abuso
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2019.04.20 09:49 AlulimOfEridu Mulher amando (Tradução: Women in Love - therationalmale.com)

Traduzido de https://therationalmale.com/2011/12/27/women-in-love/
Homens acreditam que o amor importa por si só. Mulheres amam oportunisticamente.
A citação de hoje vem do blog do Xpat Ranting. O discurso é curto, mas perspicaz:
Eu realmente, realmente espero que o mito de que garotas são perdidamente românticas seja jogado no lixo o mais rápido possível. Todo mundo precisa perceber que os homens são os "românticos fingindo ser realistas" e as mulheres, o oposto.
Eu achei isso bastante instigante - homens são românticos forçados a serem realistas, enquanto mulheres são as realistas usando romantismo para realizar seus imperativos (hipergamia). Essa é uma realidade cruel para se engolir, e se encaixa muito bem na sexta Regra de Ferro do Tomassi:

Regra de Ferro do Tomassi #6

Mulheres são completamente incapazes de amar um homem da forma como o homem espera ser amado.
Em sua simplicidade, isso diz muito sobre a condição do homem. Descreve precisamente o niilismo penetrante que o homem deve confrontar e aceitar, ou ser levado a loucura para o resto de suas vidas quando ele falhar em se reconciliar com a desilusão.
Mulheres são incapazes de amar os homens da maneira que os homens idealizam ser possível, de uma maneira que ele acha que ela deve ser capaz de amar.
Da mesma forma que mulheres não apreciam os sacrifícios que espera-se que os homens façam para facilitar os imperativos delas, elas não conseguem concretamente amar como um homem gostaria de ser amado por elas. Esse não é o estado natural das mulheres, e no momento em que ele tentar explicar seu amor idealizado, esse é o ponto em que a sua idealização se torna a obrigação dela. Nossas namoradas, esposas, filhas e mesmo mães são todas incapazes desse amor idealizado. Por mais que seria legal relaxar, confiar e ser vulnerável, sincero, racional e aberto, o grande abismo é ainda a falta de habilidade por parte das mulheres em amar os homens da forma como eles gostariam de ser amados.
Para os betas plugados, esse aspecto do "despertar" é muito difícil de se confrontar. Mesmo em face a constantes, e geralmente traumáticas, contrariações ao que um homem esperaria que fosse sua recompensa por conseguir se mostrar qualificado para o amor e intimidade da mulher, ele ainda irá se agarrar aquele ideal "Disneyesco".
É muito importante entender que esse arquétipo de amor é um artefato do nosso condicionamento feminizado mais primitivos. É muito mais saudável aceitar que ele não é possível e viver dentro desse arcabouço. Se ela estiver aí, ótimo, senão, bom... Ela não é incapaz de amar de acordo com a forma como ela define amar, ela é incapaz de amar da forma como você define. Não lhes falta capacidade de se conectar e se investir emocionalmente, lhes falta a capacidade de se conectar da forma como seria ideal para você.
O amor resultante que define o relacionamento de longo prazo de um casal é o resultado de entender essa impossibilidade e reimaginar o que deveria ser para os homens. Os homens foram e deveriam ser o gênero dominante, não por conta de algum direito divino imaginário ou prominência física, mas porque a um nível psicológico rudimentar nós temos que entender que o amor de uma mulher é condicional à nossa capacidade de sustentar esse amor apesar da hipergamia feminina. Em geral, a hipergamia vai definir quem uma mulher ama e quem ela não amará, dependendo das suas oportunidades e sua capacidade de atraí-las.
submitted by AlulimOfEridu to PilulaVermelha [link] [comments]


2018.11.13 13:35 Dinohobby Pediram para eu postar aqui também. Traduzi o texto famoso do filho incel do r/self "My son is a hateful incel, and I just cannot save him or defend him anymore."

link original pra quem quiser: https://www.reddit.com/self/comments/9vs05k/my_son_is_a_hateful_incel_and_i_just_cannot_save/

Meu garoto, meu filho mais velho, era tão bom quando pequeno, mas algo dentro dele quebrou quando ele era adolescente.
Minha esposa e eu sempre aceitamos, amamos e encorajamos ele. Nós o ensinamos a trabalhar duro e tratar as pessoas com respeito. Eu não sei onde exatamente nós falhamos com ele, mas como um pai eu me sinto responsável pelo que ele se tornou.
Começou quando ele tinha 14 anos. Ele tinha começado a se tornar recluso e emocional. Nós julgamos que era apenas as alterações de humor da adolescência. Por algum motivo ele era irritadiço e amargo o tempo todo. Nós estávamos preocupados com sua falta de vida social e sua dependência de seu computador. Ele meio que se escondia no mundo online então eu e minha esposa começamos a limitar seu tempo no computador, mas isso só o tornou mais agressivo e confrontador.
Sua higiene era ruim, e ele sempre nos confrontava quando pedíamos para que tomasse um banho ou lavasse suas roupas. Seu quarto fedia e eventualmente tivemos uma grande briga quanto a isso, onde ele acabou empurrando minha mulher e xingando-a de vadia. Finalmente conseguimos o fazer limpar e deixar entrar ar em seu quarto regularmente, justificando que a casa era nossa e que se ele não conseguia manter seu espaço em dia então não teria direito a tê-lo – essencialmente chegamos ao ponto em que nós dissemos a ele que não teria posse de suas coisas nem privacidade a menos que cuidasse do espaço que todos nós dividimos. O quarto ainda tinha um cheiro terrível e ele continuava sendo rude quanto a limpeza, mas ao menos nós podíamos falar para ele limpar e ele o faria.
Nós acabamos recebendo uma ligação de sua escola dizendo que uma estudante se sentia abusada por ele. Nos mostraram mensagens onde ele continuava repetindo para ela transar com ele, ameaçando “punir” ela por ter um relacionamento com ele sem querer fazer isso, enviando nudes para ela contra a vontade dela, contando suas fantasias violentas e eventualmente se rebaixando para reclamações horríveis cheias de ódio sobre como ela era apenas mais uma “vadia” e outras coisas.
Nós ficamos chocados. Nós explicamos para ele o porquê desse comportamento ser inaceitável, e eu disse que não havia problema em ser sexualmente ativo, mas que suas ações eram tóxicas e abusivas.
Eu tentei orienta-lo de homem para homem, levando ele para viagens de acampamento e coisas parecidas, além de falar com ele sobre garotas e mulheres e tentando dar dicas para ele. Eu sugeri para ele que tentasse tomar banho, mudasse o estilo de seu cabelo e pelos faciais, experimentasse roupas diferentes e talvez começasse a ir a uma academia.
Contei a eles algumas verdades doidas – que se ele não quer uma mulher nojenta ele não deve ser um homem nojento. Com homem nojento eu quis dizer higiene e aparência. Expliquei para ele que uma boa aparência é mais higiene e cuidado próprio que genética mas ele se recusou a aceitar o que eu disse.
Depois disso eu o peguei fungando as calcinhas de sua irmã na lavanderia – ele tinha 17 anos na época, e sua irmã 12 – ele me assegurou que isso não tinha nada a ver com sua irmã, e disse que ele apenas tinha um fetiche por cheirar calcinhas e que ele fingia que elas eram de garotas de vídeos pornô, mas ainda assim o fiz sentir o inferno por isso, deixando ele de castigo e sem seu computador por 6 meses. Eu acabei dando uma olhada em seu computador e fiquei enojado com os forums odiáveis, racistas e de incels (celibatários involuntários, homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por isso) que ele frequentava, as coisas horríveis que ele falava sobre mulheres, e arquivos salvos com pornô de desenhos com garotas de idade duvidável. Eu limpei o HD por completo e comecei a monitorar estritamente sua atividade online. Eu usei filtros parentais para bloquear sites de incels e pornôs que possuíam pornografia cartoonizada.
O próximo grande problema foi algo que ele fez com a amiga de minha filha. Minha filha é cinco anos mais nova que ele, e um dia depois de uma amiga dela ter vindo dormir em casa minha filha veio até mim e disse que essa amiga queria contar algo para mim mas estava com medo do que eu poderia falar.
Meu filho encurralou essa garota de 13 anos e fisicamente bloqueou o caminho, tocou seu cabelo e rosto enquanto fazia comentários inapropriados sobre seu corpo e perguntando se ela gostava de dormir nua e que tipo de roupas intima ela usava.
Eu rasguei com meu filho por isso, eu e minha esposa gritamos com ele, e dissemos que seu comportamento era horrível e falei que se seus atos o fizessem ser preso, eu não iria defendê-lo. Ele nos acusou de não ama-lo, mas eu disse que a razão para eu estar tão bravo com ele naquela situação era exatamente porque eu o amava, e que eu queria ajudar ele a se tornar um bom homem para que ele parasse de ser predatório, amargo e miserável. Eu contei algumas verdades duras. Que ele fez tudo isso a si mesmo e que ele é o único que ele pode culpar pelo quão amargo ele é.
Eu sugeri que ele procurasse por mulheres de sua idade e ele acabou reclamando que isso era uma perda de tempo pois mulheres já eram putas (e sua definição de puta é uma mulher que não é virgem) aos 17 anos. Eu chamei sua atenção por conta dessa merdalhada que ele disse e demonstrei claramente que se ele abusasse novamente de alguma garota jovem eu mesmo o denunciaria.
Eu convidei a amiga da minha irmã para vir em casa depois disso e pessoalmente pedi desculpas pelo ocorrido, eu chorei de vergonha pelo comportamento do meu filho e implorei por perdão por permitir que ela se sinta insegura em minha residência, além de prometer a ela que se ela a qualquer momento se sentisse desconfortável ela poderia vir até minha esposa e eu e nós sempre acreditaríamos e ajudaríamos ela. Por sorte, minha filha não perdeu essa amiga, mas por segurança eu instalei uma fechadura na porta de seu quarto.
Nós conseguimos uma terapia para meu filho mas ele se recusou a entrar em contato com o terapeuta, chamando ele de “árabe escroto”, “pajeet” e “terrorista”. Seu próximo terapeuta era um “chad” (chad, na cultura da internet, é um pau no cu estereotipado, com um ego do tamanho de um planeta que precisa de um chute no queixo, normalmente considerado o “babaca que elas correm atrás”) e portanto também não conseguir ir com a cara dele.
Nós brigamos com ele por não tentar, não conseguir um emprego e ele disse que não conseguia um por conta dos imigrantes, e eu acabei apontando que ele estava tendo dificuldades pois ele foi demitido de seus trabalhos do colégio por ser preguiçoso.
Depois dessas brigas, minha esposa tentou empatizar com ele e entender o que o tornou tão amargo, mas ele se virou contra ela, chamando ela de uma puta devoradora de rolas e disse que ela “fodeu” seu caminho por dezenas de homens até que ela encontrou um “viado beta” que estava disposto a dar um lar para ela em troca de sexo missionário.
Minha esposa, que trabalha e ajuda na renda familiar, que é uma mulher independente e profissional.
Honestamente eu perdi a mente nisso mais do que nunca. Eu nunca havia ficado tão bravo quanto quando eu ouvi o que ele disse. Ela pode ser a mãe dele, ele pode ser meu filho, mas a mulher que ele estava xingando e acabando era a porra da minha esposa. Ninguém fala assim da minha esposa.
Eu estou envergonhado de dizer que no meio da minha fúria ele me empurrou e eu retaliei fisicamente, empurrando ele de volta e colando ele na parede. Eu senti vergonha de mim mesmo. Eu nunca fui uma pessoa brava ou violenta, mas eu não pude me controlar. Eu nunca havia colocado minhas mãos em qualquer um dos meus filhos daquela forma em toda minha vida, eu odeio quem abusa de suas próprias crianças, mas esse garoto não era nenhuma criança. Ele era um homem crescido.
Ele ficou intimidado e recuou, e por um tempo ele ficou pacífico.
A gota d’água aconteceu essa semana.
Minha filha ficou com três pessoas em sua vida toda. Um garoto, uma garota e agora outro garoto. Nós sempre fomos abertos quanto a sexo com minha filha do mesmo jeito que éramos com meu filho. Nós perguntamos se ela gostaria de ter um estoque regular e sem questionamento de preservativos em sua gaveta no banheiro, e se ela gostaria de tomar anticoncepcionais. Ela disse não para as duas perguntas com seu primeiro namorado. Ela nunca o trouxe para casa, mas chegamos a encontrar ele uma vez em um de seus recitais. Quando ela teve uma namorada ela ia para a casa dela direto, e não queria trazer ela para a mesma casa que seu irmão morava, um sentimento que eu entendia.
Mas seu mais recente namorado tinha muita coisa acontecendo por trás em sua família. Ele é um bom garoto mas sua mãe é uma mãe solteira de quatro filhos e sofria bastante por isso.
Esse garoto começou a frequentar nossa casa mais ou menos um mês depois deles se juntarem. Eu gosto dele, minha filha é feliz com ele, ele trata ela com respeito, é inteligente e um absoluto cavalheiro. Ele é respeitoso e educado em nossa casa, ele me chama de senhor, minha esposa de madame e oferece ajuda para cozinhar e lavar a louça ou até mesmo limpar a casa quando ele visita. Ele conversa com a gente, é meio que um cozinheiro amador e trás comida para nós o tempo todo para agradecer os nossos cuidados a ele. Quando nós saímos para jantar ele sempre oferece pagar para ele e minha filha (mas eu sei que ele não tem muito dinheiro então eu pago para ele). Quando saímos do carro ele sempre abre a porta para minha esposa e oferece a mão dele para ajudar ela a descer. Ele segura as portas, quando saímos para algum lugar ele ajuda minha filha a colocar a jaqueta como naqueles casais doces e tradicionais.
Esse jovem trabalha duro, e dá o pouco que tem para sua mãe e irmãos. Como eu disse, eu realmente respeito o garoto. Eu ofereci dinheiro para ele uma vez para que fizesse compras para sua família mas ele recusou e disse que se sentiria culpado por aceitar meu dinheiro daquele jeito. Ele aprecia as coisas – no inverno, estava -20 graus e ele tinha apenas uma roupa com capuz, então eu enrolei minha jaqueta em seus braços e disse “tome, garoto, está frio”. Ele encheu os olhos de lágrimas e agradeceu, e eu dei alguma desculpa sobre querer me livrar da jaqueta e disse que ele poderia ficar com ela se ele trouxesse alguns biscoitos a próxima vez que nos visitasse.
Quando o Natal chegou, eu o convidei para a ceia, e quando eu fui buscar ele eu deixei alguns presentes para sua família, e no caminho de volta para minha casa nós tivemos um momento. Ele estava chorando, pois não tinha muito o que dar para nós – ele deu um presente para todos nós em casa mas chorou mesmo assim pois sentiu que não era o suficiente considerando o que eu fiz por ele. Eu encostei o carro, e o abracei, dizendo que não importava o valor do que ele nos dava, mas sim que ele nos deu algo afinal. Eu agradeci ele por tratar minha filha tão bem, e eu disse que ele era sempre bem vindo em nossa casa.
Meu próprio filho não tinha nos dado nada de natal, nem mesmo um cartão ele comprou com o dinheiro que nós demos a ele. Esse garoto deu para minha esposa e a mim taças de vinho que combinavam visto que nós gostamos de dividir uma garrafa de vez em quando.
Meu filho não comeu com a gente. Ele pegou a comida da mesa e correu de volta ao seu quarto sozinho enquanto o namorado de minha filha conhecia minha irmã e sua família, meus pais e meu tio. Todos eles disseram que ele era charmoso e muito educado. Enquanto isso, depois da janta, meu filho disse para meu sobrinho de 5 anos “vaza daqui seu viado” por ter pedido para jogar algum jogo com ele. Um homem de mais de 20 anos.
Semana passada, minha esposa e eu ficamos fora uma tarde toda para aproveitar um tempo a sós. Nós fomos jantar, e então nós fomos para um bar para jogar um pouco de sinuca, e depois para casa.
Quando entrei em casa, os garotos estavam gritando uns com os outros. Eu corri e vi meu filho e o namorado de minha filha brigando. O namorado estava apenas empurrando e tentando redirecionar meu filho, meu filho estava socando e investindo contra ele. Minha filha estava chorando e sentada encostada à parede escondendo seu rosto. Eu entrei no meio deles e os separei, demandando uma explicação.
Meu filho começou um barraco falando sobre como ele achou anticoncepcionais e ouviu sons de “putaria” vindo de dentro do quarto dela, então ele arrombou a porta e encontrou eles transando, disse que não acreditava que sua irmã era uma “puta de um preto” e chamou o pobre coitado de macaco e outras coisas.Minha esposa levou minha filha e seu namorado para longe dali. Eu gritei com meu filho pelos seus atos. Eu não consegui chegar a lugar nenhum com ele então fiz ele esperar em seu quarto. Eu fui falar com minha filha. Pedi desculpas para seu namorado, chorando enquanto eu o fazia, dizendo que eu esperava que ele me perdoasse por deixar isso acontecer. Ele disse que ele estava arrependido de ter ficado violento, mas disse que só ficou pois meu filho bateu em sua namorada. Minha filha chorou e disse que seu irmão era um psicopata e a ameaçou de estupro, e que ele admitiu já ter gozado em sua escova de dentes e de cabelo.
Eu corri para o quarto dele, e disse firmemente que ele tinha que pegar suas coisas e sair. Eu disse que pagaria para ter suas coisas enviadas a ele, para onde ele fosse, mas que ele iria embora amanhã.
Minha esposa ficou na casa das minhas irmãs, e minha filha e seu namorado ficaram na casa dele por algumas noites.
No dia seguinte eu praticamente atirei meu filho para fora de casa enquanto ele gritava e chutava.
Eu tomei sua chave e mudei a senha do alarme e da porta da garagem. Um dia depois eu recebi uma mensagem requisitando que algumas de suas coisas – quase tudo seus jogos – sejam enviadas para um prédio estranho que eu não reconheci a algumas cidades daqui. Um homem aparentemente da idade de colegial tocou a campainha e eu entreguei as coisas a ele. Eu não vi meu filho.
Minha esposa e eu fomos até seu quarto. O namorado da minha filha veio em casa e ajudou a mover os móveis para a garagem. Nós jogamos fora seu colchão e outras coisas nojentas e fedidas, além de retirarmos e substituirmos o carpete.
Escondido em seu armário estava um monte de calcinhas da minha filha, tão saturadas com bolor e sêmen velho que estavam tão duras quanto tijolos. Talvez a pior parte seja que existiam algumas que minha filha jurava não ser dela, além de serem pequenas demais para serem da minha esposa. É possível que ele tenha roubado de minhas sobrinhas.
Tinha até mesmo um caderno contendo desenhos explícitos do meu filho estuprando violentamente várias mulheres e mantendo garotas pequenas acorrentadas em algum tipo de “calabouço sexual”. Eu mexi em seu celular antigo que ainda estava funcionando, e todas suas fotos eram screenshots de minhas sobrinhas e suas amigas usando biquínis, muitos pornôs de cartoons, muitos memes de incell, Trump e red pill (red pill, vinda do filme Matrix onde Morpheus oferece uma pílula vermelha para Neo, o fazendo acordar, é um termo na internet usada entre conservadores e apoiadores do Trump para explicar quando uma pessoa acordou de uma vida de doutrinação esquerdista). Ele ainda tinha o messenger, então eu chequei suas mensagens, a maioria delas era apenas ele tentando abusar de mulheres e garotas menores de idade.
Eu dei uma olhada em seu e-mail e, para meu desgosto, ele roubou fotos privadas da minha esposa de seu celular, e estava vendendo elas.
Hoje eu fui até a polícia com tudo que eu tinha e contei tudo que sabia.
Eu dei ao meu garoto tudo... Eu não sei porque ele acabou nesse caminho. Eu sou muito arrependido de ter falhado com ele. Eu não sei o que a polícia fará, mas espero que eles parem ele antes que ele machuque mais alguém.
A coisa mais triste é que, ontem, depois que tudo tinha terminado e acalmado, foi um dia maravilhoso. Um dos dias mais felizes que já tivemos.




É isso, se alguém quiser que eu altere alguma coisa é só falar, os edits são para isso


submitted by Dinohobby to brasilivre [link] [comments]


2018.11.13 03:45 Dinohobby Traduzi o texto famoso do filho incel do r/self "My son is a hateful incel, and I just cannot save him or defend him anymore."

link original pra quem quiser: https://www.reddit.com/self/comments/9vs05k/my_son_is_a_hateful_incel_and_i_just_cannot_save/

Meu garoto, meu filho mais velho, era tão bom quando pequeno, mas algo dentro dele quebrou quando ele era adolescente.
Minha esposa e eu sempre aceitamos, amamos e encorajamos ele. Nós o ensinamos a trabalhar duro e tratar as pessoas com respeito. Eu não sei onde exatamente nós falhamos com ele, mas como um pai eu me sinto responsável pelo que ele se tornou.
Começou quando ele tinha 14 anos. Ele tinha começado a se tornar recluso e emocional. Nós julgamos que era apenas as alterações de humor da adolescência. Por algum motivo ele era irritadiço e amargo o tempo todo. Nós estávamos preocupados com sua falta de vida social e sua dependência de seu computador. Ele meio que se escondia no mundo online então eu e minha esposa começamos a limitar seu tempo no computador, mas isso só o tornou mais agressivo e confrontador.
Sua higiene era ruim, e ele sempre nos confrontava quando pedíamos para que tomasse um banho ou lavasse suas roupas. Seu quarto fedia e eventualmente tivemos uma grande briga quanto a isso, onde ele acabou empurrando minha mulher e xingando-a de vadia. Finalmente conseguimos o fazer limpar e deixar entrar ar em seu quarto regularmente, justificando que a casa era nossa e que se ele não conseguia manter seu espaço em dia então não teria direito a tê-lo – essencialmente chegamos ao ponto em que nós dissemos a ele que não teria posse de suas coisas nem privacidade a menos que cuidasse do espaço que todos nós dividimos. O quarto ainda tinha um cheiro terrível e ele continuava sendo rude quanto a limpeza, mas ao menos nós podíamos falar para ele limpar e ele o faria.
Nós acabamos recebendo uma ligação de sua escola dizendo que uma estudante se sentia abusada por ele. Nos mostraram mensagens onde ele continuava repetindo para ela transar com ele, ameaçando “punir” ela por ter um relacionamento com ele sem querer fazer isso, enviando nudes para ela contra a vontade dela, contando suas fantasias violentas e eventualmente se rebaixando para reclamações horríveis cheias de ódio sobre como ela era apenas mais uma “vadia” e outras coisas.
Nós ficamos chocados. Nós explicamos para ele o porquê desse comportamento ser inaceitável, e eu disse que não havia problema em ser sexualmente ativo, mas que suas ações eram tóxicas e abusivas.
Eu tentei orienta-lo de homem para homem, levando ele para viagens de acampamento e coisas parecidas, além de falar com ele sobre garotas e mulheres e tentando dar dicas para ele. Eu sugeri para ele que tentasse tomar banho, mudasse o estilo de seu cabelo e pelos faciais, experimentasse roupas diferentes e talvez começasse a ir a uma academia.
Contei a eles algumas verdades doidas – que se ele não quer uma mulher nojenta ele não deve ser um homem nojento. Com homem nojento eu quis dizer higiene e aparência. Expliquei para ele que uma boa aparência é mais higiene e cuidado próprio que genética mas ele se recusou a aceitar o que eu disse.
Depois disso eu o peguei fungando as calcinhas de sua irmã na lavanderia – ele tinha 17 anos na época, e sua irmã 12 – ele me assegurou que isso não tinha nada a ver com sua irmã, e disse que ele apenas tinha um fetiche por cheirar calcinhas e que ele fingia que elas eram de garotas de vídeos pornô, mas ainda assim o fiz sentir o inferno por isso, deixando ele de castigo e sem seu computador por 6 meses. Eu acabei dando uma olhada em seu computador e fiquei enojado com os forums odiáveis, racistas e de incels (celibatários involuntários, homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por isso) que ele frequentava, as coisas horríveis que ele falava sobre mulheres, e arquivos salvos com pornô de desenhos com garotas de idade duvidável. Eu limpei o HD por completo e comecei a monitorar estritamente sua atividade online. Eu usei filtros parentais para bloquear sites de incels e pornôs que possuíam pornografia cartoonizada.
O próximo grande problema foi algo que ele fez com a amiga de minha filha. Minha filha é cinco anos mais nova que ele, e um dia depois de uma amiga dela ter vindo dormir em casa minha filha veio até mim e disse que essa amiga queria contar algo para mim mas estava com medo do que eu poderia falar.
Meu filho encurralou essa garota de 13 anos e fisicamente bloqueou o caminho, tocou seu cabelo e rosto enquanto fazia comentários inapropriados sobre seu corpo e perguntando se ela gostava de dormir nua e que tipo de roupas intima ela usava.
Eu rasguei com meu filho por isso, eu e minha esposa gritamos com ele, e dissemos que seu comportamento era horrível e falei que se seus atos o fizessem ser preso, eu não iria defendê-lo. Ele nos acusou de não ama-lo, mas eu disse que a razão para eu estar tão bravo com ele naquela situação era exatamente porque eu o amava, e que eu queria ajudar ele a se tornar um bom homem para que ele parasse de ser predatório, amargo e miserável. Eu contei algumas verdades duras. Que ele fez tudo isso a si mesmo e que ele é o único que ele pode culpar pelo quão amargo ele é.
Eu sugeri que ele procurasse por mulheres de sua idade e ele acabou reclamando que isso era uma perda de tempo pois mulheres já eram putas (e sua definição de puta é uma mulher que não é virgem) aos 17 anos. Eu chamei sua atenção por conta dessa merdalhada que ele disse e demonstrei claramente que se ele abusasse novamente de alguma garota jovem eu mesmo o denunciaria.
Eu convidei a amiga da minha irmã para vir em casa depois disso e pessoalmente pedi desculpas pelo ocorrido, eu chorei de vergonha pelo comportamento do meu filho e implorei por perdão por permitir que ela se sinta insegura em minha residência, além de prometer a ela que se ela a qualquer momento se sentisse desconfortável ela poderia vir até minha esposa e eu e nós sempre acreditaríamos e ajudaríamos ela. Por sorte, minha filha não perdeu essa amiga, mas por segurança eu instalei uma fechadura na porta de seu quarto.
Nós conseguimos uma terapia para meu filho mas ele se recusou a entrar em contato com o terapeuta, chamando ele de “árabe escroto”, “pajeet” e “terrorista”. Seu próximo terapeuta era um “chad” (chad, na cultura da internet, é um pau no cu estereotipado, com um ego do tamanho de um planeta que precisa de um chute no queixo, normalmente considerado o “babaca que elas correm atrás”) e portanto também não conseguir ir com a cara dele.
Nós brigamos com ele por não tentar, não conseguir um emprego e ele disse que não conseguia um por conta dos imigrantes, e eu acabei apontando que ele estava tendo dificuldades pois ele foi demitido de seus trabalhos do colégio por ser preguiçoso.
Depois dessas brigas, minha esposa tentou empatizar com ele e entender o que o tornou tão amargo, mas ele se virou contra ela, chamando ela de uma puta devoradora de rolas e disse que ela “fodeu” seu caminho por dezenas de homens até que ela encontrou um “viado beta” que estava disposto a dar um lar para ela em troca de sexo missionário.
Minha esposa, que trabalha e ajuda na renda familiar, que é uma mulher independente e profissional.
Honestamente eu perdi a mente nisso mais do que nunca. Eu nunca havia ficado tão bravo quanto quando eu ouvi o que ele disse. Ela pode ser a mãe dele, ele pode ser meu filho, mas a mulher que ele estava xingando e acabando era a porra da minha esposa. Ninguém fala assim da minha esposa.
Eu estou envergonhado de dizer que no meio da minha fúria ele me empurrou e eu retaliei fisicamente, empurrando ele de volta e colando ele na parede. Eu senti vergonha de mim mesmo. Eu nunca fui uma pessoa brava ou violenta, mas eu não pude me controlar. Eu nunca havia colocado minhas mãos em qualquer um dos meus filhos daquela forma em toda minha vida, eu odeio quem abusa de suas próprias crianças, mas esse garoto não era nenhuma criança. Ele era um homem crescido.
Ele ficou intimidado e recuou, e por um tempo ele ficou pacífico.
A gota d’água aconteceu essa semana.
Minha filha ficou com três pessoas em sua vida toda. Um garoto, uma garota e agora outro garoto. Nós sempre fomos abertos quanto a sexo com minha filha do mesmo jeito que éramos com meu filho. Nós perguntamos se ela gostaria de ter um estoque regular e sem questionamento de preservativos em sua gaveta no banheiro, e se ela gostaria de tomar anticoncepcionais. Ela disse não para as duas perguntas com seu primeiro namorado. Ela nunca o trouxe para casa, mas chegamos a encontrar ele uma vez em um de seus recitais. Quando ela teve uma namorada ela ia para a casa dela direto, e não queria trazer ela para a mesma casa que seu irmão morava, um sentimento que eu entendia.
Mas seu mais recente namorado tinha muita coisa acontecendo por trás em sua família. Ele é um bom garoto mas sua mãe é uma mãe solteira de quatro filhos e sofria bastante por isso.
Esse garoto começou a frequentar nossa casa mais ou menos um mês depois deles se juntarem. Eu gosto dele, minha filha é feliz com ele, ele trata ela com respeito, é inteligente e um absoluto cavalheiro. Ele é respeitoso e educado em nossa casa, ele me chama de senhor, minha esposa de madame e oferece ajuda para cozinhar e lavar a louça ou até mesmo limpar a casa quando ele visita. Ele conversa com a gente, é meio que um cozinheiro amador e trás comida para nós o tempo todo para agradecer os nossos cuidados a ele. Quando nós saímos para jantar ele sempre oferece pagar para ele e minha filha (mas eu sei que ele não tem muito dinheiro então eu pago para ele). Quando saímos do carro ele sempre abre a porta para minha esposa e oferece a mão dele para ajudar ela a descer. Ele segura as portas, quando saímos para algum lugar ele ajuda minha filha a colocar a jaqueta como naqueles casais doces e tradicionais.
Esse jovem trabalha duro, e dá o pouco que tem para sua mãe e irmãos. Como eu disse, eu realmente respeito o garoto. Eu ofereci dinheiro para ele uma vez para que fizesse compras para sua família mas ele recusou e disse que se sentiria culpado por aceitar meu dinheiro daquele jeito. Ele aprecia as coisas – no inverno, estava -20 graus e ele tinha apenas uma roupa com capuz, então eu enrolei minha jaqueta em seus braços e disse “tome, garoto, está frio”. Ele encheu os olhos de lágrimas e agradeceu, e eu dei alguma desculpa sobre querer me livrar da jaqueta e disse que ele poderia ficar com ela se ele trouxesse alguns biscoitos a próxima vez que nos visitasse.
Quando o Natal chegou, eu o convidei para a ceia, e quando eu fui buscar ele eu deixei alguns presentes para sua família, e no caminho de volta para minha casa nós tivemos um momento. Ele estava chorando, pois não tinha muito o que dar para nós – ele deu um presente para todos nós em casa mas chorou mesmo assim pois sentiu que não era o suficiente considerando o que eu fiz por ele. Eu encostei o carro, e o abracei, dizendo que não importava o valor do que ele nos dava, mas sim que ele nos deu algo afinal. Eu agradeci ele por tratar minha filha tão bem, e eu disse que ele era sempre bem vindo em nossa casa.
Meu próprio filho não tinha nos dado nada de natal, nem mesmo um cartão ele comprou com o dinheiro que nós demos a ele. Esse garoto deu para minha esposa e a mim taças de vinho que combinavam visto que nós gostamos de dividir uma garrafa de vez em quando.
Meu filho não comeu com a gente. Ele pegou a comida da mesa e correu de volta ao seu quarto sozinho enquanto o namorado de minha filha conhecia minha irmã e sua família, meus pais e meu tio. Todos eles disseram que ele era charmoso e muito educado. Enquanto isso, depois da janta, meu filho disse para meu sobrinho de 5 anos “vaza daqui seu viado” por ter pedido para jogar algum jogo com ele. Um homem de mais de 20 anos.
Semana passada, minha esposa e eu ficamos fora uma tarde toda para aproveitar um tempo a sós. Nós fomos jantar, e então nós fomos para um bar para jogar um pouco de sinuca, e depois para casa.
Quando entrei em casa, os garotos estavam gritando uns com os outros. Eu corri e vi meu filho e o namorado de minha filha brigando. O namorado estava apenas empurrando e tentando redirecionar meu filho, meu filho estava socando e investindo contra ele. Minha filha estava chorando e sentada encostada à parede escondendo seu rosto. Eu entrei no meio deles e os separei, demandando uma explicação.
Meu filho começou um barraco falando sobre como ele achou anticoncepcionais e ouviu sons de “putaria” vindo de dentro do quarto dela, então ele arrombou a porta e encontrou eles transando, disse que não acreditava que sua irmã era uma “puta de um preto” e chamou o pobre coitado de macaco e outras coisas.Minha esposa levou minha filha e seu namorado para longe dali. Eu gritei com meu filho pelos seus atos. Eu não consegui chegar a lugar nenhum com ele então fiz ele esperar em seu quarto. Eu fui falar com minha filha. Pedi desculpas para seu namorado, chorando enquanto eu o fazia, dizendo que eu esperava que ele me perdoasse por deixar isso acontecer. Ele disse que ele estava arrependido de ter ficado violento, mas disse que só ficou pois meu filho bateu em sua namorada. Minha filha chorou e disse que seu irmão era um psicopata e a ameaçou de estupro, e que ele admitiu já ter gozado em sua escova de dentes e de cabelo.
Eu corri para o quarto dele, e disse firmemente que ele tinha que pegar suas coisas e sair. Eu disse que pagaria para ter suas coisas enviadas a ele, para onde ele fosse, mas que ele iria embora amanhã.
Minha esposa ficou na casa das minhas irmãs, e minha filha e seu namorado ficaram na casa dele por algumas noites.
No dia seguinte eu praticamente atirei meu filho para fora de casa enquanto ele gritava e chutava.
Eu tomei sua chave e mudei a senha do alarme e da porta da garagem. Um dia depois eu recebi uma mensagem requisitando que algumas de suas coisas – quase tudo seus jogos – sejam enviadas para um prédio estranho que eu não reconheci a algumas cidades daqui. Um homem aparentemente da idade de colegial tocou a campainha e eu entreguei as coisas a ele. Eu não vi meu filho.
Minha esposa e eu fomos até seu quarto. O namorado da minha filha veio em casa e ajudou a mover os móveis para a garagem. Nós jogamos fora seu colchão e outras coisas nojentas e fedidas, além de retirarmos e substituirmos o carpete.
Escondido em seu armário estava um monte de calcinhas da minha filha, tão saturadas com bolor e sêmen velho que estavam tão duras quanto tijolos. Talvez a pior parte seja que existiam algumas que minha filha jurava não ser dela, além de serem pequenas demais para serem da minha esposa. É possível que ele tenha roubado de minhas sobrinhas.
Tinha até mesmo um caderno contendo desenhos explícitos do meu filho estuprando violentamente várias mulheres e mantendo garotas pequenas acorrentadas em algum tipo de “calabouço sexual”. Eu mexi em seu celular antigo que ainda estava funcionando, e todas suas fotos eram screenshots de minhas sobrinhas e suas amigas usando biquínis, muitos pornôs de cartoons, muitos memes de incell, Trump e red pill (red pill, vinda do filme Matrix onde Morpheus oferece uma pílula vermelha para Neo, o fazendo acordar, é um termo na internet usada entre conservadores e apoiadores do Trump para explicar quando uma pessoa acordou de uma vida de doutrinação esquerdista). Ele ainda tinha o messenger, então eu chequei suas mensagens, a maioria delas era apenas ele tentando abusar de mulheres e garotas menores de idade.
Eu dei uma olhada em seu e-mail e, para meu desgosto, ele roubou fotos privadas da minha esposa de seu celular, e estava vendendo elas.
Hoje eu fui até a polícia com tudo que eu tinha e contei tudo que sabia.
Eu dei ao meu garoto tudo... Eu não sei porque ele acabou nesse caminho. Eu sou muito arrependido de ter falhado com ele. Eu não sei o que a polícia fará, mas espero que eles parem ele antes que ele machuque mais alguém.
A coisa mais triste é que, ontem, depois que tudo tinha terminado e acalmado, foi um dia maravilhoso. Um dos dias mais felizes que já tivemos.




É isso, se alguém quiser que eu altere alguma coisa é só falar, os edits são para isso


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2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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